sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

FAZENDO PINHEIROS (CONÍFERAS) COM O CONJUNTO DA POSTAGEM ANTERIOR

O meu objetivo com esse tutorial é dar um caminho para o modelista ferroviário que gosta de fazer suas árvores, nesse caso, coníferas.
Não tenho aqui nenhum propósito de esgotar o tema. Apenas estou mostrando o meu modo de fazer isso, que poderá servir de inspiração ou ponto de partida para os que pretendem dar um toque pessoal ao cenário da maquete.
No meu caso estou dando ênfase ao conjunto de fabricação de coníferas, cujo projeto de construção antecedeu a esta postagem.
Basicamente vamos tratar aqui de três tipos de coníferas. 
O primeiro tipo, é um cone perfeito, cujo volume de fibra dá uma árvore bem compacta e resistente. O segundo modelo, mais arredondado, utiliza menos fibra, e o efeito é razoavelmente diferente do primeiro. O terceiro modelo, após a aplicação de cola em spray e do fine turf, recebe modelagem com os dedos (ou com um alicate de ponta fina), produzindo uma árvore mais parecida com cedrinhos.

Em todos eles o material básico é o sisal, que no meu caso foi retirado em pedaços de uma corda.



O começo de todo o processo é cortar o sisal em pequenos pedaços, cujo comprimento vai ser determinado pelo tamanho da árvore que o modelista pretende fazer.

No meu caso cortei o sisal em pedaços de 5 cm, e depois, com a árvore já montada, aparei a fibra com uma tesoura, deixando no tamanho adequado à escala da maquete.



Para cortar o sisal  o modelista pode utilizar uma faca afiada ou até mesmo um facão, conforme pode se ver nas duas fotos abaixo. No meu caso, como a corda era muito grossa, também utilizei um martelo, o que facilitou razoavelmente o corte.



TINGINDO O SISAL


Utilizei corante para roupas, que é muito comum em qualquer país, mas cores verde escuro e verde claro.
Numa panela com dois litros de água despejei um tubo de tinta verde clara e 20 ml de tinta verde escura.

Depois coloquei dentro da panela os pedaços de sisal devidamente desfiados e alinhados conforme pode-se ver na foto abaixo.



IMPORTANTE!


Atenção para as regras abaixo. Elas vão permitir um melhor resultado no tingimento e no manuseio do material.
1 – A água deve cobrir o sisal.
2 – Deixe em fogo baixo para evitar que levante fervura.
3 – Não tampe a panela porque vai levantar fervura; se isto acontecer o sisal vai ficar todo entrelaçado e imprestável para o uso.
4 – Deixe no fogo durante 30/40 minutos.


Após esse período retire cuidadosamente o sisal da panela e espalhe-o em local adequado para secar.


MÃOS À OBRA!
FAZENDO A CONÍFERA TIPO 1 (Cone perfeito)



 O primeiro passo é colocar a fibra sobre o arame e espalhá-la. Em seguida dobrar o restante do arame sobre a fibra e colocá-lo  no mandril junto com a outra ponta.




Retire a mesa de trabalho de debaixo do arame para que as fibras possam girar livremente.

Acione suavemente a aparafusadeira.  Dê pequenos toques no gatilho para ir percebendo o formato que a árvore vai tomando. Veja a sequência de fotos abaixo.



Retire  a árvore da aparafusadeira e recorte o excesso superior deixando uma pequena ponta. Na parte de baixo deixe 3 cm de arame para a fixação da árvore à maquete.



Com uma tesoura dê o formato que você quer para a árvore. Neste caso, um cone.



Mergulhe a árvore dentro da cola PVA (50% cola e 50% água) até encobrir todas as fibras. Depois retire a árvore e deixe escorrer bem a cola.



Em seguida faça a aplicação do acabamento preferido. No caso do exemplo usei Fine Turf - green blended (Woodland T 49)



Na foto abaixo, o resultado final.



Observem que na foto acima aparecem algumas falhas na folhagem que não existiam no enrolamento final da árvore. Explico: com a aplicação da cola e do fine turf, é possível fazer essas falhas apertando a lateral de um alicate ou de uma chave de fenda contra a conífera. A folhagem ficará comprimida e aparecerão as falhas.

Só a título de sugestão, em outra conífera (abaixo) fiz a aplicação de Blended Turf, depois borrifei cola e  sobre ela espalhei um pouco de grama estática (static grass) da Noch. 
Veja o resultado:






FAZENDO A ÁRVORE TIPO 2 (Conífera mais arredondada)


Neste modelo utilizei a fibra pronta, já pintada, que é vendida em carretéis nas lojas de artesanato (foto abaixo)



Para fazer a árvore do exemplo, cortei quinze pedaços de 5 cm. O tratamento dado à fibra foi um pouco diferenciado. Com um pente, desfiei as fibras. Na montagem abaixo o processo fica bem claro.




 Passamos agora à montagem da árvore.
Coloque o arame na aparafusadeira e distribua a fibra sobre ele.



Note que a fibra está mais comprida e um pouco mais espalhada. Isto é fundamental para se obter a conífera com o formato que queremos. Não se preocupe se não der certo. Tente novamente com outras quantidades de fibra até obter o conjunto correto.
Depois da fibra enrolada e do corte levemente arredondado com a tesoura, o aspecto vai ser o da foto abaixo. Note como as fibras estão mais espalhadas, com menor densidade.



Mergulhe completamente a árvore na cola. Depois levante-a para que o excesso de cola possa escorrer.



Aplique o acabamento de sua preferência. Neste exemplo estou aplicando o Fine Turf com a mão, dispensando o shaker. Escolha a alternativa cuja aplicação seja mais fácil para você.





Finalmente temos o pinheiro pronto.



Fazendo o modelo 3 (Cedrinho)



Monte a fibra sobre a mesa. Sua necessidade e a escala da maquete determinarão o tamanho da árvore.



Enrole as fibras como nos exemplos anteriores e recorte no formato desejado.



Ao contrário dos exemplos anteriores, onde utilizamos cola PVA diluída para a aplicação de textura, nesse novo modelo de pinheiro será necessário usar cola em spray, conforme foto abaixo, ou similar.



Aplique a cola sobre a toda a árvore.




Aplique o fine turf sobre a cola. Com os dedos (ou com um alicate) vá dando o formato de pequenos tufos na árvore. A cola em spray, enquanto não seca, permite a modelagem dos tufos de folhas.



A árvore pronta ficou assim.



O exemplo abaixo foi feito usando a mesma técnica, mas a modelagem foi executada com os dedos e formando tufos maiores de folhagens.


BÔNUS:


Só como exemplo, a árvore abaixo, utilizando a técnica 3, foi executada com a fibra natural, sem pintura, uma vez que a textura a ser aplicada teria uma tonalidade bem semelhante à base.

Depois de colocar a árvore na cola, apliquei sobre ela a textura  Fine Turf -Yellow grass (Woodland
T43)

Com o alicate fiz os tufos de folhas.



Depois, apliquei cola líquida com um pincel largo, nas pontas das folhagens.



Em seguida joguei sobre a cola o Blended Turf, para dar a impressão de meia-estação, quando a árvore, depois do inverno, começa a brotar.



O efeito final é mostrado abaixo. 
Pode ser uma boa opção para intercalar entre as outras árvores, quebrando o efeito monocromático.



Considerações finais

Para facilitar a compreensão utilizei quase  sempre o Fine Turf – blended turf (Woodland T 49),  mas outros acabamentos podem ser usados pelos modelistas. O cenário escolhido irá determinar a escolha das texturas.
O importante é experimentar e não ter medo de recomeçar se a primeira experiência não deu certo.
Dou como exemplo a modelagem da árvore tipo 3, que me ocorreu ser possível com a cola spray. A tentativa de fazê-la me provou que eu estava certo.
Se houver dúvidas podem me perguntar através desta página.
Espero que o tutorial seja útil, particularmente para aqueles que gostam de dar um passo à frente, fazer boa parte do cenário, e dar um toque pessoal às suas maquetes.
Um grande abraço!
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sábado, 10 de janeiro de 2015

CONJUNTO PARA A FABRICAÇÃO DE PINHEIROS (CONÍFERAS)

FÁBRICA DE PINHEIROS (CONÍFERAS)

Os processos industriais para a fabricação de pinheiros (coníferas) nos oferecem produtos de excelente qualidade,  mas o que descobri com o “Projeto Montanhas Rochosas” é que essas árvores são caríssimas.
Resolvi procurar na internet alguns vídeos que me ensinassem a fazê-las já que tenho a intenção de acrescentar novos módulos ao projeto.
De tudo o que vi o que mais me agradou foi o vídeo do Gary Coursey, que utilizou uma gaveta para montar sobre ela uma pequena estrutura que permitisse a fabricação dos pinheiros com uma certa facilidade.
Vi outros vídeos que me serviram de inspiração. Cito aqui o vídeo de Tom Horikawa, do Philiph Stephen e do Gerry Hopkins . Todos eles generosamente dispõem na internet as técnicas que lhes permitem a fabricação dos próprios produtos a preços acessíveis. 
É exatamente com esse propósito que procurei adaptar todas as ideias num projeto único, que pode ser básico, médio ou avançado, dependendo da necessidade e/ou jeito do modelista com a marcenaria.

MATERIAL NECESSÁRIO PARA O MODELO COMPLETO
Base de madeira (MDF) 35 x 43 x 1,5
2 ripas (planta 2)46 x 4,5 x 1
2 ripas (planta 2) 35,5 x 4,5 x 1
1 tábua (planta 4) 26 x 8 x 1
2 tábuas (planta 4) 14 x 8 x 1
1 tábua (planta 2) 20 x 8 x 2
1 ripa de reforço (Planta 5)  24 x 1 x 1
1 raio de bicicleta pequeno
1 régua metálica ou plástica (cortada com 23 cm)
3  pedaços de madeira (cortar no tamanho necessário para prender a aparafusadeira)
2  hastes de ferro redondo, inox ou cromado, com 6 mm de espessura (veja texto)
4 ganchos
1 mola (veja texto Planta 4 – ítem 3)
1 arruela pequena
1 tubo de pvc ¾’ ou ½” com 5 cm de comprimento
2 parafusos com porcas normais
2 parafusos com porcas borboleta.
1 aparafusadeira ( Se o modelista for usar furadeira deve fazer as devidas adaptações)
Pregos 10 x 10 (para a mesa deslizável)
Pregos 12 x 15 (para as ripas laterais e para o suporte do gancho)


O conjunto completo.


1 – Gancho feito com raio de bicicleta.
2 – Régua metálica ou plástica, cortada com 23 cm de comprimento. Colar com PVA ou cianocrilato. Entre o começo da régua e do mandril (8) deixar um espaço de 3 cm. Nesse espaço, quando for fabricar a árvore, não colocar fibra sobre o arame para que este sirva de tronco para fixação à maquete.
3 – Tubo de PVC de ¾ ou ½ de diâmetro com 5 cm de comprimento. Dentro dele vai deslizar uma mola macia para permitir que o gancho deslize quando do enrolamento do arame. O raio da bicicleta, com a porca em seu devido lugar, fixará a arruela sobre a mola, que será colocada dentro do tubo de PVC. O raio atravessará o suporte de madeira e terminará com um gancho  para a fixação dos arames que serão enrolados. O tubo deve ser colado ao suporte de madeira.
4 – Aparafusadeira ou furadeira. Se o modelista for usar furadeira deverá providenciar um suporte adequado e ajustar todas as medidas para que a furadeira sirva ao propósito deste projeto.
5 – Parafusos com porcas. Compre no tamanho adequado para prender o taco de madeira à base.
6 – Para facilitar a colocação e a retirada da aparafusadeira, coloque duas porcas tipo borboleta.
7 – Essas hastes, com 6 mm de espessura, devem ser cortadas com 36,5 cm de comprimento para que entrem 5 mm nas tábuas laterais (B). As hastes foram cortadas de um espeto de churrasco.
Fazer furos (broca 6,5 cm) nas tábuas laterais (B) a 1cm da tábua A e a 1 cm da base. Entre o centro do primeiro furo e o centro do segundo furo a distância é de 25 cm.
Na base das tábuas “C” coloque dois ganchos cada, a 1 cm da lateral. A haste passará por dentro deles, permitindo que a mesa deslize para os dois lados. Esses ganchos também servirão para regular a altura da mesa. Compre um gancho que seja um pouquinho maior que o diâmetro da haste.

O PROJETO COMPLETO COM COTAS



Atenção - IMPORTANTE!
1 - A linha pontilhada indica que os centros do mandril da aparafusadeira, do gancho, da mola, da arruela e do tubo de PVC devem estar todos alinhados.
2 – O alinhamento de todos devem estar a no máximo 2 mm acima da régua, o suficiente para que quando o arame for fixado à aparafusadeira e ao gancho ele fique tocando a régua.
3 – O tubo de PVC, com 5 cm de comprimento, está sendo mostrado em transparência para que apareça a mola interna, que deverá ser macia o suficiente para segurar o gancho no lugar.
4 – O gancho deve ser feito com um raio de bicicleta pequeno, cortado no tamanho correto. Ele deverá passar pela madeira (fazer furo), pelo centro da mola, que terá no final uma arruela colada, onde será fixada com porca a ponta com rosca do raio de bicicleta. O tubo de PVC deverá ser colado à madeira, obedecendo o alinhamento descrito no ítem 1.
5 – Para que o gancho não gire junto com o arame quando a aparafusadeira for acionada, cole a base da mola à madeira.

VISTA DE CIMA




1 – As hastes devem penetrar 5 mm a madeira.
2 – As hastes devem ser de inox ou cromadas, com 6 mm de diâmetro. Para o meu projeto comprei um espeto de churrasco e cortei as duas peças necessárias. Esses espetos costumam custar bem baratos.
3 – A régua, que pode ser metálica ou de acrílico, deve ser cortada com 23 cm de comprimento e colada com PVA ou cianocrilato. Na colagem deixar 3 cm entre o começo da régua e a ponta do mandril. Nesse espaço o arame não receberá fibra, permitindo que no enrolamento o arame se transforme na base da árvore, e servirá para a fixação da mesma à maquete.
4 – Tubo de PVC, de ¾ ou ½, que deverá ser colado à madeira. Se o modelista tiver uma broca chata na medida do tubo poderá melhorar a resistência mecânica do conjunto fazendo um pequeno rebaixo (2 mm) na madeira para que o tubo seja introduzido nele. A colagem do tubo nesse rebaixo dará uma excelente fixação e resistência mecânica. A mola poderá ser comprada em qualquer loja de ferragens. Leve o tubo já cortado para testar se a mola cabe dentro dele. Corte a mola com 5 cm de comprimento. Lembrando que na parte externa da mola haverá uma arruela na qual será aparafusado o raio de bicicleta. Quando a aparafusadeira for acionada enrolando o arame, a mola irá ser comprimida, mas manterá o arame esticado. Para evitar que a mole gire junto com o arame, cole a ponta da mola na madeira.

 O CONJUNTO VISTO de lado


MESA DE TRABALHO


A madeira pode ser cedrinho ou MDF de 10 mm. Sugiro a aplicação de cola PVA antes de as peças serem pregadas.

Reforço da mesa de trabalho


 1 - O reforço indicado pela seta (1) com 24 x 2 x 1 (comprimento, largura, espessura) deverá ser fixado com cola e pregos para dar solidez ao conjunto.

CONJUNTO MONTADO.




NAS FOTOS A SEGUIR MOSTRO DETALHES DA MONTAGEM.
ELAS SÃO IMPORTANTES PARA A COMPREENSÃO DO PROJETO.

Observem na foto acima que uma arruela cobre completamente a mola, mas com folga suficiente para deslizar dentro do tubo de PVC. Se o furo da arruela ficar muito grande com relação à espessura do raio da bicicleta, coloque uma arruela menor sobre a outra e solde com estanho.

GANCHO PARA A FIXAÇÃO DO ARAME

O gancho foi feito com alicate de ponta redonda. O raio de bicicleta é duro e vai exigir o uso de dois alicates. Essa arruela - que não consta do projeto - coloquei para limitar o retorno do gancho com a ação da mola.

As duas porcas “borboleta” vão facilitar a retirada do calço de madeira quando for necessário utilizar a aparafusadeira em outras atividades.

Esses dois ganchos devem ser ajustados para que a mesinha deslize suavemente sobre a haste.
Eles também servem para ajustar a altura da mesa.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O projeto apresentado, como está bem explicado no texto inicial, é o aproveitamento de diversas ideias obtidas na internet, e serve, também, como ponto de partida para quem quiser fazer um projeto próprio com adaptações ao material que tiver disponível em casa.
Já fiz diversos testes com a máquina e ela funciona perfeitamente bem. Particularmente para quem já tiver uma aparafusadeira ou furadeira a execução do projeto é bem barata, o que é extremamente importante tendo em vista o custo das coníferas de qualidade.
Bom trabalho!
Se houver dúvidas, deixem mensagem na página.
Um grande abraço
Balan Brazil




segunda-feira, 3 de novembro de 2014

PROJETO "MONTANHAS ROCHOSAS"



                        (Para ampliar as fotos basta clicar sobre elas)

É IMPORTANTE SABER...

Esse projeto não foi planejado como está. A ideia original era aproveitar uma tábua de MDF de 114,5 cm x 62 cm x 6 mm que estava num canto do meu ateliê para desenvolver sobre ela alguns tutoriais que eu tinha em mente. Só que quando comecei a fazer os primeiros riscos assisti pela TV um episódio da série “A América vista de cima“ que mostrava as Montanhas Rochosas... Fiquei encantado com o que vi. A ideia inicial virou pó e mudei tudo refazendo meu projeto para que eu reproduzisse um pedacinho da região mostrada no episódio citado.
Inicialmente fiz muitas pesquisas na internet, selecionando fotos das montanhas Rochosas que mostrassem rios, cascatas, lagos, vegetação, animais, as quais foram devidamente arquivadas para consultas.
Tenho um processo que pode parecer estranho mas que executo sempre que tenho um novo projeto. Após arquivar dezenas de fotos da região que me interessa volto várias vezes ao arquivo e olho demoradamente cada uma delas, observando detalhes de cores, texturas, margens de rios, formatos das cascatas, tipos de pedras, etc., etc.
Acredito eu que crio em mim um arquivo subjetivo de informações que vão aflorar quando eu estiver executando o projeto...

PRIMEIROS PASSOS

O primeiro passo foi desenhar sobre a tábua as linhas principais do projeto a ser desenvolvido.
Risquei o trajeto da ferrovia e depois fixei os trilhos sobre os riscos, colocando a ponte em seu lugar para ver como ela ficaria no conjunto. Risquei com um lápis o trajeto do rio, que depois acabaria sendo alterado. O desenho que parece uma escadinha marca o ponto da cascata. A parte branca é vestígio do meu tutorial “Como fazer asfalto em maquetes”...




Com um lápis de carpinteiro marquei bem o trajeto da ferrovia, uma vez que os riscos me serviriam de guia para fazer o elevado de madeira que daria a altura definitiva dos trilhos quando o Isopor estivesse fixado no fundo da caixa.




Na foto seguinte mostro como a caixa foi montada, inclusive como a base de madeira que deixaria os trilhos no nível do Isopor.
Testei o espaço destinado à ponte uma vez que depois do Isopor colocado não haveria a possibilidade de fazer alterações.




Na etapa seguinte, utilizando Isopor de alta densidade, fiz a  camada básica do cenário, efetuando no Isopor o corte para o trajeto do rio indicando onde ficariam as duas pequenas quedas de água. Nessa altura eu desisti da ideia de o rio atravessar todo o cenário, optando por fazer com que ele passasse pela cascata principal. Isso simplificaria o processo melhorando a distribuição dos elementos da paisagem.




Na imagem abaixo é possível ver onde acrescentei o Isopor após a ponte no sentido da correnteza do rio. Observem que já vou definindo o formato dos barrancos, efetuando cortes com um cortador de Isopor.




Na sequência fixei a cortiça que serviria de base para os trilhos e para o lastro utilizando uma grampeadeira. Sempre faço isso porque se houver necessidade de mudar o traçado, basta retirar os grampos e reaproveitamos a cortiça, mesmo que ela já esteja com o lastro e com os trilhos colados (1 – Veja no final do texto link onde ensino a efetuar consertos sem perder o material aplicado).




Costumo nivelar bem a cortiça lixando-a suavemente para aparar toda e qualquer saliência. Isso facilita a aplicação dos trilhos.



Depois de lixar a cortiça fiz a fixação das placas de resina que imitam pedras. Elas foram levemente aquecidas com um soprador térmico para permitir uma curvatura suave, ajustando-as ao local onde seria fixadas.. Atrás das placas, entre os pilares de madeira, inseri pedaços de Isopor para servirem de sustentação às placas de resina, que foram devidamente coladas no local.






Na foto abaixo dá para perceber bem as mudanças que fiz no traçado original do percurso do rio. Eliminei o trecho em que ele vinha da esquerda e recuei a cascata um pouco mais para esse mesmo lado. Essa mudança deu uma continuidade melhor à paisagem.




No trecho da ferrovia que ficaria sob o túnel, fiz a fixação dos trilhos uma vez que depois de o túnel estar colado em seu lugar não seria possível fazer o lastro. Observem que no final dos trilhos já pintei de preto a parede da caixa.
Adicionei novas camadas de isopor à esquerda do túnel.



Preparei o túnel em curva, conforme a foto acima. Depois de colado e seco, apliquei cola PVA sem diluição à parte interna e espalhei sobre a cola um produto chamado “Vermiculita”, que é uma pedra expandida usada em construções para isolamento térmico. Ela também é utilizada por floriculturas em vasos de flores.
Depois que a cola secou eliminei o excesso de vermiculita e fiz uma pintura inicial com aerógrafo, escurecendo levemente as pedras, deixando-as com uma cor bem próxima da tonalidade dominante de todas as pedras que iriam ser utilizadas no projeto.


Na fixação do isopor utilizo cola PVA (Durafloor) para assoalho, que é uma cola solúvel em água mas depois de seca é extremamente resistente à umidade.
Uma ferramenta indispensável é o cortador de isopor, para seccionar os pedaços de acordo com o perfil da paisagem e para dar o formato inicial com a eliminação das arestas.




 Na foto seguinte o portal do túnel, com uma pintura básica, já está em seu lugar (Woodland  C1253). O relevo à volta dele foi executado com Isopor de alta densidade. Nessa área também já foi aplicada a atadura gessada (2- Veja no final como aplicar a atadura).




Na foto seguinte todo o conjunto já recebeu a atadura gessada. Posteriormente fiz pequenas alterações no relevo, mas não foram significativas.




Outra foto num ângulo um pouco mais dramático...



PEDRAS E MAIS PEDRAS...

Todas as pedras utilizadas neste projeto e que apareceram inteiras ou fragmentadas nas fotos seguintes foram feitas com os moldes da Woodland. Como o volume de pedra era grande, desde o início do projeto preenchi com gesso duas ou três formas por dia. Isso daria tempo suficiente para que elas ficassem bem secas quando chegasse o momento de utilizá-las.




Costumo fazer a fixação das pedras utilizando o seguinte método: deixo as pedras alguns segundos na água para que fiquem bem umedecidas, aplico uma porção de massa acrílica na sua parte posterior e fixo a pedra no lugar. Pequenas sobras da massa acrílica devem ser retiradas com muito cuidado porque se elas se fixarem sobre a pedra, neste local ela não absorverá a pintura, ficando pequenas manchas.



Esta é a visão do lado voltado para a cascata.



Nesta foto mostro a parte que ficou sob a cascata. Coloquei pedras pequenas porque sobre ela aplicaria musgos, que é a vegetação que brota onde as águas escorrem.




Nesta etapa todas as pedras já foram colocadas. Com um pincel preenchi com gesso todos os espaços entre elas. Além disso, com gesso mole, fiz pequenos volumes sobre os níveis planos, para criar saliências que seriam mais adequadas à paisagem.





PINTURA DAS PEDRAS

Terminada a parte básica da paisagem o passo seguinte foi pintar as pedras. A técnica que utilizo é a adotada pela Woodland Scenics, chamada “leopardo”.  As cores que utilizei foram a preta, com diluição de 32/1 (água/pigmento) e 16/1, Yellow Ocher 1/16 e Stone Gray 1/16


A cor dominante escolhida foi a preta, diluída em 1/32 (água/pigmento). Apliquei pequenas manchas com essa cor em todas as pedras. Depois fiz manchas menores com o Yellow Ocrer e, finalmente outras manchas bem suaves com a cor Stone Gray. Passei novamente a cor preta 1/32 em todas as pedras. Tendo secado a tinta selei tudo com Matte Medium. Quando o Matte Medium secou apliquei uma camada de Black diluída na proporção 1/16 para ressaltar as fissuras. Finalmente reapliquei o Matte Medium para terminar a pintura. O resultado é o que pode ser visto nas fotos seguintes.







E na foto seguinte uma visão panorâmica com a pintura de todas as pedras.




FAZENDA A PINTURA BÁSICA DO PAISAGISMO

Tenho por costume, a partir desta etapa dos meus trabalhos, pintar toda a atadura gessada com a tinta   “Green Undercoat”, da Woodland Scenics (ref. C 1228) diluindo-a na proporção 1/16. Ela vai servir como base para todo o paisagismo que será feito na continuidade. Veja como ficou.


Nesta etapa preparei a base do rio aplicando com um pincel diversas camadas de massa acrílica. 
ATENÇÃO! Esta providência é necessária porque independentemente da pintura de fundo, como a base é feita com Isopor, se houver qualquer furo na massa acrílica a resina cristal irá fluir por ele e diluir o Isopor, destruindo toda a base.
Na sequência passei cola PVA diluída (3/1 cola/água) em cima da atadura gessada pintada de verde e apliquei  sobre a cola o “Blended Turf “ da Woodland Scenics (ref T1349). O resultado é o que se vê na foto seguinte.



Na foto abaixo deixei marcado o local onde vai correr um pouco de água de uma nascente ao lado do túnel.




A pintura que fará a base da cascata e do rio também foi executada nesta etapa.



O muro de arrimo feito de “pedras” também recebeu o acabamento final.


Abaixo podemos notar que toda a base do rio abaixo da cascata recebeu a pintura com tinta acrílica. A pintura mais escura é para simular profundidade na água.





O túnel recebeu os últimos retoques na parte interna.



Comecei a colocar as pequenas pedras na paisagem. Novamente utilizei produtos da Woodland Scenics  (Talus) referências C1278, C1279, C 1280 e C1281, na cor cinza porque elas são da mesma cor que as pedras maiores dos paredões e dos barrancos.  Como essas pequenas pedras representam aquelas que se soltam das pedras maiores por ação da natureza, ambas têm que ter a mesma cor.
Primeiro espalho um pouco de cola PVA sem diluição e, sobre ela, com uma colherinha, coloco pequenas porções de pedras pequenas, médias e grandes.



A base da cascata recebeu pedras maiores; nas margens do rio misturei os três tipos de pedras, dispondo-as como se tivessem sido arrastadas pela correnteza.



Observem como fiz uma parede de pedras na pequena cachoeira. Isto permitiu dar movimento à água na etapa seguinte do paisagismo. Neste local as águas ficariam “agitadas”.




Para simular os galhos secos arrastados pelo rio utilizei o produto “Dead Fall” (S30) da Woodland. As três fotos seguintes mostram onde foram adicionados à paisagem.







A cascata recebeu uma cobertura de musgo  (lichen) da Woodland (L162).
Com um pincel apliquei cola PVA sem diluição sobre as pedras. Colei os tufos de musgo e, depois que tudo secou, recortei os excessos com uma tesoura. Borrifei o musgo com Matte Medium e joguei sobre ele o "Blended turf" (green blend T49).



Nesta etapa adicionei mais pedras ao fundo do rio, dando preferência às margens.


Cachoeira: como fazer, eis a questão!

Não vou mentir, tanto em meu projeto anterior “O Vale da Ponte dos Arcos” quanto neste a minha maior dificuldade foi fazer uma cascata que se parecesse com uma cascata real. Foram diversas tentativas até que obtive um resultado que me deixou razoavelmente satisfeito. Esclareço que a cascata que é feita com “Water effects” da Woodland  (C1212) recebe posteriormente diversas camadas do mesmo produto, mas aí o “water effects”  recebe algumas gotas de pigmento branco da mesma Woodland (C1216).
Veja no final do texto como fiz a cascata (3)
Na foto a seguir faço a aplicação da cascata em seu lugar, utilizando como cola o próprio “water effects”, pressionando-a com um pinça.




Veja com a cascata ficou, já fixada em seu lugar. Ao lado dela, fiz uma outra mais estreita, uma vez que no alto do rio as águas se dividem em duas correntes. Observem como a lâmina básica de água ainda está bem diferente do resultado final.



A partir desta etapa comecei a colocar a resina cristal fina, levemente colorida com pigmento azul. Foram 5 camadas de resina cristal e a última camada com “Realistic Water” (Woodland  c1211).

IMPORTANTE!

Alguns detalhes importantes devem ser lembrados: apliquei camadas bem finas de resina para evitar que a reação química criasse ondulações indesejáveis. A resina cristal sem parafina líquida fica bastante pegajosa, por isso, e por uma questão de economia, utilizei o produto da Woodland apenas para fazer a cobertura final, uma vez que  a “Realistic water” faz sua secagem sem a necessidade de um catalisador.
Gostaria que observassem na foto abaixo o reflexo verde no lado esquerdo da água. Foi uma ideia que tive numa noite de insônia, onde me ocorreu que se eu passasse uma camada bem fina de resina cristal levemente colorida de verde na margem do rio, daria a quem olhasse a impressão de reflexo da vegetação. Deu certo!
Quando secou totalmente a camada de resina “Realistic Water”  comecei a adicionar à paisagem pequenos tufos de capim da Mininatur (MN72731 e MN72732), e da Busch (BH1308).



Iniciei a fixação das árvores na parte do meio da maquete (Heiki 2042, 2044 e 2049). Sobre os barrancos, após passar cola PVA com pincel,  coloquei “Foliage" (Woodland  F51),



Na sequência fui colocando árvores do lado esquerdo e acima da cascata.


Mostro em detalhes como faço o adensamento da vegetação, acrescentando galhos (Woodland  - Dead Fall – S30), “Foliage light green” (Woodland - F51). Para fazer a variação em degradé da “foliage” depois que ele foi fixada à pedra, passo novamente cola no meio dela e através da técnica “flyspecking”  adiciono “Fine turf green grass” sobre ela (Woodland T45). O visual fica bem interessante.


Enquanto fixava as árvores ao cenário aproveitei para melhorar o visual da cascata, aplicando “Water effects” para dar movimento à agua. Observem que adicionei vegetação ao lado das duas quedas de água e diversas pedras no rio acima da cascata. Do lado esquerdo, subindo pelas pedras, adicionei ramas de trepadeira (Silflor – Mininatur 930-21- Maple ffoliage spring).
Defronte a cascata inseri diversas árvores, cuidando para equilibrar o visual com bastante vegetação rasteira.





Na foto acima é bem fácil observar que as pedras estão muito brancas, sem preenchimento vegetal. Isto foi resolvido agregando a elas diversos tipos de vegetação, como pode ser verificado na foto abaixo.



O lado esquerdo da cascata também recebeu mais vegetação, com moitas, tufos e pequenas árvores.



Os dois lados do curso mais estreito da cascata também receberam pequenos tufos de vegetação, constituído de “Lichen  spring green” (Woodland – L161), pequenos galhos de “Fine-leaf foliage”  médium green F1131, light green F1132 e olive green F1133 (Woodland); foram colocados também tufos de capim da Mininatur “summer green tone pririe tufts”, além de pedaços de “Forest thicket” BH 1308 (Busch). Para complementar coloquei também várias moitas de “Summer green tone Prairie tufts” – MN 72732 (Mininatur).



Para obter a umidade sobre as folhas e as pedras, com um pincel passei várias camadas de “realistic water – C1211 (Woodland).
Nesta etapa adicionei mais camadas de “Water effects” sobre a cascata C1212 (Woodland). Com o mesmo material trabalhei a base da cascata adicionando movimento à água.



Ainda com o uso de “Water effects” apliquei movimento à água nas duas pequenas cachoeiras e no remanso que se forma na base delas. Moitas de capim e alguns galhos secos complementaram a paisagem. 





Para fazer o adensamento da vegetação sobre a entrada do túnel acrescentei pequenas moitas de “Fine-leaf foliage, Foliage-F52, e pequenos pinheiros da Heiki - 2059.



Nas margens do rio inseri pequenos pinheiros e moitas de “Fine-leaf foliage”.




Do lado direito do túnel também adensei a vegetação acrescentando novas árvores. Sob uma grande árvore da Heiki – 1345, uma fêmea de cervo amamenta o filhote, enquanto outro, um pouco maior, fica pastando.




É comum, nessas florestas, o aparecimento de muito material orgânico que vai se acumulando pelo chão. Para obter esse efeito utilizei o produto “Flock & turf – Green adirondack blend EX897C e dead fall forest debris EX896C (Scenic Express).


Experimentei um produto que ainda não havia usado em minhas maquetes, o “Super turf” da Scenic EX860B, com o qual fiz a árvore verde claro à esquerda da foto abaixo.



Nesta altura do projeto resolvi terminar a pintura da ponte e fixá-la em seu lugar. As três fotos abaixo mostram esse trabalho.
Na primeira foto estou fazendo a pintura base. Usei o “Primer universal cinza/gris”  00018, da Sherwin Williams, devidamente diluído.




Na sequência, usando um pincel macio, pintei as tábuas que servem de passarela ao lado dos trilhos. Usei tinta acrílica da Corfix – 113 vermelho óxido, bem diluído.



Era a hora de fixar a ponte em seu lugar, só assim seria possível assentar os trilhos, colocar o lastro e fazer o acabamento final da ponte.



Fiz a fixação dos trilhos usando preguinhos e um ponteiro para evitar que o martelo atingisse os trilhos.



O passo seguinte foi a aplicação do lastro, que faço com equipamento apropriado por ser mais rápido e por dar um resultado melhor.



Sempre deixo o lastro bem encharcado de água com algumas gotas de detergente,  para facilitar a penetração da cola.


 
E finalmente a cola, que é aplicada três vezes para dar boa resistência mecânica, uma vez que posteriormente eu retiro os preguinhos dos dormentes. Uso cola branca PVA, diluída a 50%.




Com os trilhos assentados e com o lastro seco dei o acabamento final à ponte. Para dar os tons de ferrugem nas conexões metálicas usei o mesmo vermelho óxido citado acima, acentuando a oxidação das ferragens que se ligam à base da ponte.





Na foto abaixo uma outra visão da ponte.



ETAPA FINAL DO PROJETO

Na foto abaixo mostro o trabalho de colocar pequenos arbustos na base das pedras. Para isso usei pedaços de “clump-foliage”  FC682, e de “Underbrusch” FC135, (Woodland). Depois acrescentei “Super turf” da Scenic EX860B, e pequenos galhos de “Fine-leaf foliage”, médium green f1131 e light green  f1132. Sobre toda a vegetação borrifei Matte Medium.



Nesta etapa, com a parte da frente do projeto com toda a vegetação em seu lugar, inseri a camada orgânica que se espalha pelo chão da floresta. Usei “Dead fall forest debris" EX896C e "Green adirondack blend" EX897C, ambas da Scenic Express. A fixação permanente foi feita com Matte Medium.



Para dar maior realismo pintei o arco superior do túnel com um esfumado de tinta preta.



Na sequência acrescentei novos elementos às margens dos rios: galhos secos, moitas de capim, “Fine-leaf foliage” na beira do barranco de pedras e, usando “Water effects” aprimorei o movimento das águas na pequena cachoeira. A espuma foi obtida acrescentando algumas gotas de pigmento branco da Woodland (C1216) ao “Water effects”, que foi aplicado com a ponta de um pincel de cerdas duras.



Na foto seguinte mostro como componho a vegetação mais baixa, aquela constituída de pequenos arbustos, gramíneas e moitas de capim. 




Outros pontos do rio também receberam galhos secos e extensa vegetação flutuante, que foi colada sobre a resina com Cianocrilato.



Os animais não foram esquecidos. Usei um kit da Woodland Scenics (1884).





Na foto a seguir dá para ver melhor em que lugar foram colocados os servos.


A parte superior do rio, acima da cascata, recebeu as camadas finais de resina cristal fina, levemente colorida de azul. Após a secagem da resina cristal, selei todo o conjunto com a resina “Realistic Water”, da Woodland.


DAQUI PARA A FRENTE MOSTRO UMA SÉRIE DE FOTOS QUE REPRESENTAM O TRABALHO CONCLUÍDO.











CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Algumas das técnicas apresentadas neste projeto foram desenvolvidas e testadas em projetos anteriores. Na sequência listo as técnicas e o link onde elas podem ser encontradas.

Qualquer dúvida, sugestões, informações, troca de experiências, podem deixar mensagem nesta página.

Outras observações:

Iniciei este projeto no dia 3 de maio de 2014 e o concluí no dia 12 de outubro de 2014.
Foram meses de muita dedicação, muito esforço, muitos acertos e muitos erros. Mas o mais importante é que eu sabia exatamente onde queria chegar. 
Mesmo que todo o projeto estivesse pronto em minha cabeça, diversas vezes minhas mãos não conseguiam acompanhar o que me cérebro exigia. Então desmanchava tudo e recomeçava, até que minhas mãos e meu cérebro entrassem em acordo sobre o nível do trabalho.
Com essa postagem dou todo o trabalho por concluído. Espero que ele sirva de incentivo e inspiração para todos aqueles que fazem do ferromodelismo mais do que um hobby, uma forma de viver a vida com muita alegria, amizade e satisfação.
Um grande abraço a todos!